Especulações sobre a nova ordem política internacional

A ordem política internacional que se formou depois da segunda guerra mundial acabou. A China, que foi um país relativamente coadjuvante no século 20, está se tornando o ator mais importante das relações internacionais do século 21.

Pensemos na Rússia em relação a China. As economias dos dois países vizinhos são incrivelmente complementares. A Rússia tem os recursos naturais de que a China tanto precisa: petróleo, gás natural, minério de ferro, e muito mais. A Rússia também possui o que a China mais cobiça: um complexo industrial militar com tecnologia — quase — de ponta.

A China dentro de 30 anos se tornará a maior economia do mundo mas sabe que só pode se tornar potência de fato se for forte militarmente. Ela já é e vai ficar ainda mais com a Rússia ao lado.

Vejo como mais do que certa a formação de uma aliança econômica, política e militar sino-russa.

Obviamente a Rússia também tem muito a ganhar com uma parceria com a China.

A expansão natural da área de influência da aliança sino-russa seria a região, muito estratégica, da Pérsia. O Iran já é um aliado da Rússia, mas o Iraque é carta fora do baralho. Por quê?

Pensemos na posição norte-americana. Vou fazer uma provocação: imaginem que os ataques de 11 de setembro não foram executados por quem pensamos que foi.

O ataque dá o álibi perfeito para o governo Bush, unilateralmente, invadir o Iraque. O mundo se revolta, mas bem ou mal o objetivo é alcançado: a instalação de uma base militar ofensiva na porta do irã. Isto é de suma importância para os EUA nesta nova ordem. A base no Iraque impede que o bloco sino-russo se expanda.

Aí vem o Obama, que é um tsunami na imagem internacional negativa dos EUA criada pelo Bush. Com os seus discursos bem escritos, com o seu carisma, com toda a simbologia embutida nele, o Obama está fazendo o mundo se reapaixonar pelos EUA.

Em certo sentido, o que acontece é perfeito para a estratégia norte-americana: O surgimento de um governo conciliador depois de um governo beligerante que se instalou militarmente no Iraque.

Num tema tão complexo e fascinante, muito mais pode ser pensado: Como fica a Europa? E a América Latina? E a política de desvalorização do dólar? A China pode quebrar os EUA se quiser? Tudo isso fica para outro post…

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