O velho de volta na política internacional?

Penso que o ataque da Rússia contra a Geórgia só fortalece a hipótese de que eu falei dois posts atrás sobre a formação de uma aliança político-militar sino-russa com uma área de influência muito além da China e da Rússia.

Ao que parece, o ataque já deixou de ser uma mera ação para a defesa dos rebeldes pró Rússia da Ossétia do Sul. Talvez o objetivo russo com a ação seja a conquista de toda a Geórgia, que tem passagem para o Mar Negro e faz fronteira com a Turquia, que é porta de entrada para a Europa e Oriente Médio, além de ser uma grande aliada dos EUA.

Os EUA pressionam a União Européia a aceitar a Turquia na zona de integração. A UE faz muita resistência, cozinha em banho-maria. Talvez agora seja tarde. Talvez a Turquia se veja forçada e tenha mais a ganhar economicamente fazendo uma aliança com a Rússia e China. O que criaria um problema seríssimo com e para os EUA.

Os EUA e a Europa estão dando apoio diplomático à Geórgia, os EUA também estão dando apoio logístico, fazendo neste momento o transporte de tropas georgianas do Iraque para a zona de guerra.

Bem interessante o que está por vir. Será que os EUA de alguma maneira vão engrossar a reação? O que está em jogo vale muito.

Por mais que a haja uma fortíssima integração de interesses econômicos de atores meramente capitalistas — e, portanto, sem nacionalidade — que têm poder em países e que tendem até a invalidar a importância de Estados-Nação, talvez esta força pós-nacional ainda não seja forte o suficiente para mudar certos modos de agir e de pensar do passado.

Talvez o ressentimento histórico de alguns prevaleça e crie contra os EUA, à moda antiga, uma zona de conflito seríssima na Europa e Oriente Médio em busca de … desforra.

Uma resposta to “O velho de volta na política internacional?”

  1. Leandro Kenski Says:

    Acho que faz muito sentido a afirmação do Putin que o apoio dos EUA a Geórgia tem como objetivo desestabilizar a paz na região, criando a polêmica necessária para mudar os rumos da política interna norte americana. Já que Obama não tem como ponto forte a percepção do povo de que ele seja um comander in chief forte para enfrentar uma guerra.

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